Vivendo o épico na CCXP de 2017 – Por Rafa Oliveira

No ano de 2015 eu sai da Comic Com Experience decidido a retornar no ano seguinte. Não foi o que aconteceu. Devido a varias mudanças em minha vida, que se resumem a começar a morar sozinho e demais decisões pessoais, não dei a devida atenção a retornar aquele evento. Olhando para trás, não tomei a decisão certa.

Agora em 2017 revisitando a CCXP, vendo todas as suas mudanças e melhorias, finalmente entendi: Mais do que simplesmente reforçar a nerdice que existe em nós, o evento nos inspira a pratica-la cada vez mais, e adorar isso.  A sensação de estar em um lugar onde temos de tudo da cultura pop não é algo fácil de se descrever. Mas fica claro que muito dificilmente alguém poderia cruzar um local e se deparar com seu desenhista favorito, coisa que aqui eu consegui com naturalidade.

Só faltou eu sorrindo, mas o Ivan Reis compensou com a simpatia 😀

Foram 2 dias (sábado e domingo) que me fizeram mudar de ideia sobre o evento. Houve uma evolução natural da infraestrutura dele, principalmente em comparação ao ano que fui, onde a São Paulo Expo, local onde ele ocorre, estava em reformas. Agora já não tive que me preocupar com sujar o pé de terra ao sair do evento e o espaço está bem maior. Só tive que suportar a dor nos pés por ter que andar bem mais, mas isso é de lei. E por que não citar a já clássica espera inicial na fila do estacionamento, onde sentado, presenciava amigos jogando cartas, conversando, e com animação e ansiedade acima do cansaço.

Alias, como o conceito da Comic Com surgiu dos quadrinhos, o maior exemplo da evolução do evento foi o Artists’ Alley, área destinada aos quadrinistas, onde eles podem vender seus projetos, dar autógrafos, e conversar com seus fãs. Hoje, o lugar é enorme, com um imenso corredor central, e outros dois aos lados. Eu mesmo tive o prazer de encontrar representantes desse meio como Adriana Melo, Rodney Buchemi e Raphael Samilena.

O meu xará de PH, Raphael Samilina @linhadotrem
Equipe do site Melhores do Mundo

Falando na facilidade de contato com ídolos, o já tradicional Stand do Omelete novamente nos permite a assistir a entrevistas de perto (se ninguém já estiver na frente, claro) e esse ano, em formato de cinema, permitiu que muitos pudessem tirar fotos e conversar com alguém do site ou até mesmo entrevistados. No mezanino, Will Smith surpreendeu a todos com sua aparição.

Zerar a vida é tirar foto com a Patricia Gomes 😀

É claro que nem tudo é uma maravilha. Ver o Jaspion cantando foi algo sensacional, mas os valores dos produtos e alimentos a venda continuam bem salgados. Para quem já paga caro com condução e credencial, sai muito caro. Claro, podemos sempre levar alguma coisa de casa para comer, mas ver o boneco do Finn, lançado em 2015 para Star Wars: Despertar da Força, custar 90 reais, 20 reais acima do preço de lançamento, não nos anima muito.

Acima de alguns detalhes, fiquei com o sentimento de não querer ir embora. Em resumo: quero voltar em 2018. Encontrar amigos e ídolos de novo. Passar as mesmas dores nos pés e viver o tanto citado “épico” do slogan. Hoje a maior Comic Con do mundo já tem seu principal feito, citado no inicio do artigo: inspiração.

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